domingo, 27 de março de 2011

Imprudência e Negligência

Meu namorado me xinga horrores quando falo mal da polícia. Polícia de qualquer classificação: civil, brigadianos, guarda municipal (esta eu odeio) ou polícia rodoviária.
Não tenho boas experiências com estes caras.Meu namorado me xinga horrores quando falo mal da polícia. Polícia de qualquer classificação: civil, brigadianos, guarda municipal (esta eu odeio) ou polícia rodoviária.
Não tenho boas experiências com estes caras.
Ou eles não estão no lugar certo quando precisamos deles, ou não chegam na hora certa, ou estão presentes na minha vida, muito mais do que deviam, caracterizando quase que perseguição e me incitando a fazer um boletim de ocorrência contra eles mesmos.
Não adianta, polícia comigo é como fio de cabelo na comida, com meu pai.
Esta noite, ao redor das 20h, fui levar o namorado para Porto Alegre. Tava doente, não podia pegar vento, frio, chuva, etc...
Estávamos na BR, um pouco antes da Unisinos e um cara com uma Land Hover verde escuro, de placa JCL 9696, cortou a nossa frente da direita para a esquerda. Meu namorado, numa atitude impulsiva, botou luz alta no cara.
Ah, não tenha dúvida... ele jogou a camionete duas vezes em cima da gente e pela primeira vez, em anos de BR, fiquei com medo. Pista escorregadia, chuva fina e mais carros na estrada. O filho da p. podia ter provocado um belo desastre na estrada.
A esta altura, já tínhamos passado o posto da Polícia Rodoviária, então ligamos para o 190, que nos deu o número 191 para chamadas de emergência com a Polícia Rodoviária Estadual.
Estou até agora ligando para o 191 e ninguém atende. OK, não aconteceu nada, graças a deus, mas e se tivesse acontecido ? De novo, os caras não estariam no lugar certo quando se precisa deles.
E a gente sustenta os caras. Desculpe, Fê, mas não tenho um motivo para falar bem deles.

quinta-feira, 10 de março de 2011

O Zé existe

Tem gente que chama de “Zé” a pessoa cujo nome desconhece.
O garçom de um boteco: “Ô Zé! Mais uma ceva, por favor!”
O cara que corta tua frente no trânsito: “Pôrra, Zé! Tá cego ?”
Mas o Zé existe e é uma figura caricata, super conhecida na região. Até minha irmã conhece o Zé! “Claro, mana! O Zé!”
O Zé é muito inteligente e culto, o tipo de pessoa que tu fica horas conversando e ele tem uma história para ilustrar cada um dos assuntos que vocês conversarem.
A primeira vez que eu vi o Zé, ele me enganou. Estava lá, dentro do closet dele. Sim, porque o Zé não tem armário pra sair, o Zé tem closet.
Filho de família rica, nunca precisou trabalhar como nós, meros mortais. Herdou dos pais, imóveis e uma graninha suficiente para ter uma vida de dolce fare niente de dar inveja a qualquer um. Para completar e deixar vocês ainda mais com inveja, o Zé herdou toda a fortuna do casal de tios que faleceu. Ele tem irmãos, mas sei lá porque cargas d’água, os tios escolheram o Zé para herdar toda a bufunfa deles.
E lá por seus 40 anos de idade, o Zé descobriu que trabalhar enobrece (os outros, lógico, mas enobrece) e resolveu fazer um “H” como designer de máquinas em uma empresa grande, localizada na cidade onde ele morava.
É claro que o Zé enjoou de trabalhar e foi morar sozinho, lá no interior do interior, num sítio onde celular não pega e o vizinho mais próximo fica lááááá longe, há quilômetros de distância.
Dizem que faz experimentos misturando sementes e colhendo frutos e plantas meio duvidosos, assim como ele.
O Zé tem um amigo que mora com ele. Ele conta que o amigo separou-se da esposa e como não tinha onde morar, o Zé convidou-o para ficar lá, até ele se ajeitar. É que o Zé tem um grande coração. E uma aliança no dedo esquerdo. E um anel de relógio que ele comprou nas tendinhas de camelôs, durante sua estadia na praia. Tem de todas as cores, segundo ele, azul, com detalhe em dourado, cor-de-rosa, prateado, verde e amarelo... Sim, porque provavelmente tu vai querer comprar um anel igual ao dele, então ele já vai te dando todas as dicas para tu não errar a tendinha.
Ah! O Zé não tem carro. Vai de táxi para a praia! Sabe quanto custa um táxi até a praia ? Pois é, só o Zé pode chegar em grande estilo, de táxi, na praia.
O Zé emana luz por onde ele passa, a presença dele ilumina o ambiente, a noite vira dia, o sol perde o brilho. É que ele tem uma lanterna de led no boné  e quando ele conversa contigo, aquela luz bate no olho e cega todo mundo.
Sim, ele comprou a lanterna na mesma tendinha de camelô onde ele comprou o anel de relógio.

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Vai!!! Pra saber que não deveria ter ido...


Tem certas coisas que a gente precisa passar...
Ir na Feira de San Telmo em Buenos Aires é uma delas....
Tem que ir pra saber que nunca mais vai precisar voltar!
Ver o Papa? É claro que depois de 12 horas de vôo pra chegar em Roma, obrigatoriamente vai ter que ir ao Vaticano naquele dia de tumulto total pra ver o Pontície (isso escreve assim??!!). Já fui sim, nunca mais preciso voltar no meio de tanta gente.
E Bruna Surfistinha, já foram ver no cinema???
Se vale a dica.... não percam dinheiro nem tempo...
Cara que coisa ruimmmm... Tem muito filme pornô pra pegar em locadora que é bem melhor.
Digamos que é receita perfeita pra quem quer virar puta.
Mas não uma receita dessas de moça pobre que foi expulsa de casa porque engravidou do primeiro namoradinho e pra sustentar o filho e a faculdade precisa se prostituir.
A mensagem do filme é ótima: basta brigar com tua família, fugir de casa, ir pra um puteiro, fazer programinha de uma hora de R$ 100,00 (R$ 60,00 pra cafetina e R$ 40,00 pra moça), acabar viciada em cocaína com uma overdose, escrever um blog dando notas ao desempenho dos seus clientes e pronto.
Moral da história: joguei dinheiro fora, esperava ao menos que a tal Bruna Surfistinha fizesse seu desabafo dizendo se valeu a pena se expor dessa forma e nunca mais falar com sua família.
No final do filme a tal Bruna Surfistinha fala pro seu príncipe (afinal sempre tem um) que ele não entende o que ela quer é não ser mais controlada pela família.
Tu vê e não foi: acabou com uma overdose de cocaína, num prostíbulo de 9ª categoria fazendo programa de R$ 20,00 e gritando pra fila de caras que vão comê-la: “Hoje eu não vou dar!!! Vou jorrar!!” Total independência!!!
“Beleza de filme”: A Débora Secco queimando seu filme. Afinal nem é um pornô!! Claro que não, pornô quem faz é somente a Leila Lopez e a Rita Cadilac!
Deve ser praticamente um ensaio pra Playboy: nu artístico com toque sensual.
Meu chapéu!!!! Fiquei até com pena do marido da Débora, porque vai penar o resto da vida escutando gracinhas.
Se vale a dica, na linha do início do texto: vá assistir pra ver a tamanha porcaria que é o filme. Li a muito tempo uma crítica numa VEJA sobre um filme do John Travolta (não lembro o nome mas era aquele que ele usava um negócio esquisito no nariz e tinha cabelos longos), dizia mais ou menos isso: nem 2 chipanzés com uma caixa de lápis de cores do espaço sideral fariam tamanha portaria. Caraaaa!!! É isso!!!
Mas vai...
Tem coisas que a gente PRECISA passar!!
Bj bj
Gabi

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Planos...


Domingo à noite é hora de programar a semana, definir as prioridades e organizar a agenda. Como de costume, planejei mais ou menos assim:

Segunda - academia no final da tarde, chegar em casa antes das 21h para ver Greys Anatomy e Private Practice;
Terça - massagem às 08:40, aula de samba no pé às 21h;
Quarta - academia de manhã, fórum e prefeitura de Novo Hamburgo, passar na Sasha, deixar um presente de aniversário pro Caleffi, janta com as gurias à noite;
Quinta - massagem às 08:40, aula de samba no pé às 21h;
Sexta - academia de manhã, free-way e praia final de tarde.

Com esse planejamento, sabia mais ou menos como seria a minha semana... É claro que os planos poderiam mudar, eu poderia desistir da academia, mas por certo que não faltaria às aulas de samba no pé.

Mas faltei!

Segunda-feira, às 7 da manhã, tonta de dor, ligo para minha irmã e digo que não consegui dormir em razão de uma dor muito forte embaixo da costela direita.
Ela diz... vem pra cá... e tu vai pro hospital comigo.
Na verdade, essa dor já não era novidade, já tinha me visitado outras vezes, mas dessa vez passou dos limites! A teoria de que seriam "gases atravessados" já não me satisfazia...
Consulto com o clínico da emergência que me diz que pelos sintomas narrados grande chance de ser ar.... Ar????? Ar????? Diante da minha cara de "não acredito, que vergonha" ele me acalma dizendo que muita vezes as pessoas acham que estão tendo ataques cardíacos, mas que são apenas gases atravessados...
Sorte ter enfermeira na família!!!
Ainda que o médico suspeitasse dos gases, acho que por influência da minha irmã e do médico especialista amigo, o clínico me pediu exames: raio x e ecografia.
Vou para os exames, nunca uma ecografia durou tanto.... resolvi perguntar... "e aí, você é médico radiologista ou está na residência?"... Adivinhou a resposta, né???? "Sou residente, comecei aqui há menos de um mês". Ufa, a demora não era pelo meu suposto estado grave....
Na verdade era.... exame inconclusivo... não localizaram cálculos, mas a tal da vesícula estava muito esquisita... o líquido de dentro que deveria ser aquoso, estava lamoso... as paredes estavam espessas demais... No final, o residente acompanhado do Doutor me tranquiliza... "olha Renata, tudo depende do teu médico".
Volto pra emergência... que agora já está lotada.
Meia hora depois, vejo meu médico (o amigo) que carinhosamente me diz: "Tu vais fazer mais uma exame e te espero na sala de cirurgia".
Assim, simples assim!
Alguém me perguntou... "mas tu não ficou nervosa????" E deu tempo???? Quando vi já estava na mesa, sentindo a maravilhosa sensação da anestesia... pedi pro anestesista uma receita desse remedinho, minha irmã me mandou calar a boca que eu já tava falando demais!
Acordei na sala de recuperação, fui pro quarto, vim pra casa da minha mãe no dia seguinte....
Sem vesícula, com uma pedra dentro dum pote, uns quatro pontinhos na barriga....
Mas o pior... não pude comparecer nas aulas de samba no pé! O médico não me liberou!

Simples assim.... as coisas acontecem... Eu não tenho ressentimento pelo planejamento não se concretizar... mas a vida é tão engraçada... nada é certo....

No fim... fica a certeza de que as coisas acontecem simplesmente porque deveriam acontecer....

domingo, 6 de fevereiro de 2011

O Plano B

Há alguns meses atrás, meu ex veio até a minha casa me mostrar suas duas novas conquistas: um Focus zero quilômetro e a casa nova, de 250m2. Fiquei feliz por ele. Não foi um bom companheiro, mas é um cara muito trabalhador e excelente profissional no que faz. Merece estas conquistas.
Está namorando uma morena linda, no estilo Sheila Carvalho, do “É o Tchan”. Parceira, simpática e segundo ele, uma pessoa que transmite muita tranqüilidade. Pudera, né ? Ela aceita todas as puladas de cerca dele, perdoa e convive com isso. Ela já está na fase de cheirar as roupas, vasculhar o celular, contar as camisinhas e ficar farejando vestígios dentro de casa, quando ela passa o final de semana com ele. Triste fase. Tatuou o nome dele no pé. Coitada, a cicatriz está ali, para sempre. Podia ter tatuado uma borboleta, uma joaninha, uma estrelinha, fadinha, sei lá o quê, mas não, a morena maravilhosa, tatuou o nome do homem por quem é apaixonada, no pé, para ficar bem visível aos olhos alheios. Tomara que ela nunca tenha que preencher o nome do de cujos com algum desenho, para disfarçar a bobagem que fez.  Ele, continua traindo-a cada vez mais, uma vez que ela é condescendente com isso. No estilo pagar um taxi para a mulher com quem passou a noite, enquanto a dita cuja pula a janela do quarto dele. Só não me perguntem como eu sei disso: segredo de estado.
Podemos imaginar  porque os casais brigam 312 vezes ao ano, porque a sensibilidade de paquiderme e  o rolo do papel higiênico não trocado, influenciam tanto  na estabilidade das relações, e já se pode providenciar o divórcio pela internet, rapidinho.
Claro que meu ex não é a regra.
E aí, me vejo incentivando as amigas e sou apoiada por outras, na teoria de ter sempre um plano B. É difícil de entender porque acabo (ou acabamos) tendo um  plano B, justamente o plano B que tanto criticamos nos homens.
Até porque, o plano B diverte e às vezes, até mantém relacionamentos, teoria defendida pela minha manicure.
Minha manicure é 20 anos mais jovem que o marido, e quando perguntei a ela se a diferença de idade não influenciava a relação, ela respondeu: “Influencia sim, é difícil, por isso eu tenho um amante.”
Cruel esta declaração, mas realista. O plano B torna as coisas menos difíceis.
Mas não estou falando somente de traição. O plano B não pode ser definido de uma forma tão vulgar e simplória. Ele tem um conceito bem mais profundo e mais prático do que traição. O plano B envolve estratégias de como gerenciar uma relação, situações das quais queremos fugir ou dar um jeitinho de evitar.
E tu, tens um plano B  ?

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Guria, o que o Pneumo quer, hein????


Tenho uma Minie (mulher do Mickey) grudada no meu computador.
Quando estou “p da vida” ela fica de cabeça pra baixo e as orelhas lotadas de clips.
Fiz isso essa semana.
Tem horas que eu acho que não nasci para namorar.
E o erro é meu, porque fico fazendo coisas não de namorada, mas sim de esposa.
Do tipo: jantinha, roupas, super, etc, etc.
Daí a parte legal do namoro, que é esperar arrumadinha, cheirosinha, com saudades acaba indo água abaixo. A tão famosa preparação da Raposa e do Pequeno Príncipe.
Porque as preocupações vão ficando no que jantar, ficando por casa, esquecendo dos amigos, e a tal rotina toma conta do casal. Casal este que não é casado é apenas namorado.
Então esta semana me rebelei, grudei clips nas orelhas da Minie e a coloquei de cabeça para baixo. Avisei as colegas de escritório que a insatisfação é de ordem pessoal e não profissional.
Liguei pra Ka, que já havia sinalizado na segunda “pras gurias saírem sozinhas”, afinal fazem meses que não fizemos isso!!!
Confesso que isso só se deu porque na segunda reclamei da falta de atenção para comigo, da falta de carona (e do uso de ônibus e olha que trabalho noutra cidade a qual moro) porque meu carro foi pra reparos e na comunicação de ontem a noite de que: “Amor vou ficar por casa (noutra cidade) e sair pra jantar com o (ou "a") C....”
Homem as vezes tem sensibilidade de um paquiderme.
E o tal Pneumo? Conto noutra hora.
Estava sem criatividade pro título e a Ka me fez esta pergunta.
Bj bj
Gabi

domingo, 23 de janeiro de 2011

Rolo do Papel Higiênico


Nesta semana, foi publicado o resultado de uma pesquisa realizada na Grã-Bretanha com três mil casais. Fiquei surpresa, pois a pesquisa concluiu que os casais brigam 312 vezes por ano! E o não trocar o rolo do papel higiênico ocupa o quarto lugar na lista das coisas que mais irritam as mulheres.

Descobri que faço parte da estatística! Na condição de "ainda solteira" minhas relações com o sexo oposto estão resumidas a meu pai e meu estagiário... Muito mais meu estagiário, pois passo a semana inteira com ele e, meu pai, só vejo aos finais de semana.

No mesmo dia que ouvi sobre o resultado da pesquisa, cheguei no escritório e qual não foi a minha surpresa ao avistar o suporte do rolo de papel higiênico ocupado pelo rolinho vazio, cor de papelão, com restos de papel branco.

Voltei no tempo, lembrei que não... não fui eu! Se não fui eu, só pode ter sido o estagiário! O rolo, agora em uso, estava abandonado sobre a tampa do lixo.

Eu não consigo entender qual a dificuldade em trocar o rolo vazio pelo rolo cheio! Será dificuldade em operar o suporte??? Será preguiça??? Será culpa da Vó que sempre troca o rolo pra ele???

Pensei! Vamos fazer o teste: também não vou trocar, por mais que me irrite aquele rolo de papel higiênico sobre o lixo! Passou a segunda, a terça, a quarta, a quinta ... e nada... o rolo permanecia sobre o lixo!

Pensei, de novo! Homem só usa o papel higiênico para o n. 2, vai ver ele não fez n. 2 e nem se deu conta que o papel higiênico não estava no suporte.

Não me aguentei e perguntei: "Vem cá hein, tu não sabes operar o suporte do papel higiênico??? Tu achas que o rolo novo vai para o suporte por teletransporte?" Ele me olha e diz: "Hã?" Contei até dez, respirei fundo, e continuei: "Quando o rolo termina, colocamos um novo no suporte, simples assim, entendeu??? E tu sabes que não trocar o rolo ocupa o quarto lugar na lista das reclamações das mulheres inglesas???" Ele só conseguiu dizer: "Hã?!?!"

Na verdade, diante da cara de espanto dele me senti bem ridícula. Realmente, não trocar o rolo de papel higiênico é ridículo, se um não faz, o outro faz sem stress, sem complicações, sem cobranças.

Quero sair da estatística!!!

Meta de 2011, não deixar que coisas pequenas do dia a dia estraguem as relações... sejam as profissionais, as familiares e as amorosas!

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Presente pra namorada...


Graças a Deus começou o janeiro!!!
Parece que o mundo não acabou nesta última semana e isso só deve mesmo acontecer em 2012.
Mas a tradicional correria de fim de ano deixou suas seqüelas e aprendizados.
Optei pelo Plano A com o namorado sobre meu presente de Natal.
Odeio sair pra comprar presente junto. Acho que o cara tem saber comprar algo pra namorada. O plano A foi assim: “o que tu quer de Natal?” (olha a pergunta!!!)
Só pra me definir um pouquinho: Eu Gabriela, tenho 1,74 de altura, 58 a 60 quilinhos (os 2 a mais são por conta das festas desmedidas e gulosas), uso maquiagem, adoro perfumes, salto alto agulha (não plataforma porque deixa a mulher deselegante), adoro vestidos, boa leitura (amo Eça de Queiroz, fui a SINTRA em novembro só pra ver onde foi filmado parte dos MAIAS e tenho uma chinchila que se chama Bonifácio da Maia em homenagem ao livro) e gosto de lingerie. Com tudo isso deu pra perceber que tipo de lingerie eu uso. Nada de tradicional, tampouco algo depravado, mas algo sensual. Pois bem depois de todas essas características minha resposta foi:
“Quero uma lingerie, linda e sensual. Não quero nada de malhinha confortável porque é pra usar contigo. E nada de beije.”
Deveria ter sido bem mais explícita, inclusive na numeração!
Pai do Céu: ganhei sim a lingerie, de uma loja linda, embalagem perfeita. Tamanho 44 (devo usar no máximo 40), branquinha sem costura. O soutiem em caso de sol, posso usar como chapéu e a calcinha praticamente método anticoncepcional. Fico pensando o que ele deve ter falado para a vendedora. Claro que vou trocar e pra atendente já vou dizendo: eu sou a moça que deveria vestir isso. Só me esclarece uma coisinha: como ele me descreveu? Foi tu que sugeriu essa porque eu iria adorar e seria ultra-mega-super confortável? Espero que ela realmente diga sim, do contrário vou ter mais trabalho com o namorado do que esperava.
Conversando com algumas amigas, contaram que seus namorados gostam de branco. Será que essa coisa de preto e vermelho é só coisa de mulher???
Vamos ao plano B!! Mudei a técnica: vou até a loja que me interessa escolho 3 modelos e mando ele passar lá pra escolher, pagar e me presentear!!!
Acho que agora acerto!
Ahh outra cosia: ganhei também um cinto do Jorge Bischoff lindo de morrer que deve ter custado um nego e um cachimbo o que prova que ele tem bom gosto. A lingerie é só uma questão de ajustes.
Bj bj
FELIZ 2011 pra todos nós

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Vem chegando o Ano Novo


Hoje é o último dia do ano e, novamente, a internet e revistas publicam textos que nos ensinam a fazer listas das coisas que gostaríamos de fazer diferente no "ano que vai nascer".
Sempre enumero algumas coisas mentalmente e, também mentalmente, juro a mim mesma que vou cumprir uma a uma. Lógico que isso não acontece e lógico que até esqueço algumas promessas que fiz. Mas não me importo com isso, e sim, me preocupo em viver.
Conheci um cara que traçou metas para ele ao longo da vida: ao 25 anos queria estar formado, aos 30 anos queria ter um filho, em tal data não sei o quê. E, se porventura, alguma coisa saía fora do que ele tinha programado, POW! , tiro no obstáculo, e vamos adiante.
Por um lado, é muito legal toda essa persistência e concentração nos objetivos; mas, também é muito ruim não ter jogo de cintura e não saber lidar com as alterações de trajeto, até porque, nem todas estas alterações são ruins, e é muito bom saber lidar com elas, sabendo viver.
Ele não faz as coisas porque gosta, não sente o que realmente quer sentir, mas faz o que é certo fazer e sente o que é certo sentir. Enfim, tenho pena dele, quando penso que ele não consegue libertar os sentimentos, só toma sorvete com a colherinha e não se lambuza nunca, só come pãozinho de queijo com guardanapo para não queimar as mãos. Se é que tu me entendes....

Seja feliz em 2011! Movimenta tua vida e as energias, troca as coisas de lugar na tua casa, cola o que está quebrado, conserta o que está estragado, compra coisas novas para tua casa, compra compra um presente para ti! Te afasta de pessoas que te deixam deprimido, que sugam tua energia, que não agregam valor à tua vida e valoriza as pessoas que ficam alegres quando tu estás alegre, e que te dão um ombro amigo, quando tu estás triste. Preserva teus amigos, liga para eles para contar as novidades, e se não houver nenhuma, pergunta a eles como estão, senta num boteco com eles para falar muita bobagem. Cuida da tua família e a ame incondicionalmente, como um leão. Te livra das relações que não te fazem bem, joga no lixo as coisas ruins, e procura te relacionar com quem te faça rir e cuide de ti.

É assim que tento seguir, desde 2006. Não é fácil não, e confesso, existem coisas que ainda preciso aprimorar , mas tenho certeza que com o tempo, eu consigo. É como um alcóolatra que fica um dia sem beber, depois outro e outro...


Na minha lista de "things to do in 2011" , tenho dois desejos somente: 
1) ser feliz, com direito a tudo o que há de bom: saúde, dinheiro, amor, amigos, alegrias, etc.
2) vacinar criancinhas doentes no Cambodja ou desvermifugar pinguins no Alaska,  no próximo Natal.

Feliz Ano Novo !!!

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Feliz Natal!

Já me acostumei a não ter um Natal dentro dos padrões de pessoas normais. Normais assim, com casa decorada por dentro e por fora, ceia de Natal à meia-noite, no dia 24, com direito a peru decorado com fios de ovos (embora eu não goste), pacotes de presentes ao pé de uma árvore de Natal cheia de bolinhas e luzinhas coloridas, tio bebum enrolando a língua, mãe estressada... Estas coisas, de família normal.
Nosso Natal deixou de ser normal quando eu e minha irmã começamos a namorar. Meu pai, muçulmano e minha mãe católica fajuta, nunca se importaram em fazer a ceia de Natal alguns dias antes do dia 24, para que eu e minha irmã pudéssemos passar a ceia do dia 24 com os pais dos nossos namorados. Eu, nunca fiz isso; eram os namorados que vinham até a minha casa, na noite sagrada. Quando casei, fazíamos a ceia dia 22 ou 23, para que meu companheiro pudesse participar, ou então, no dia 24, cada um passava com a sua família e depois nos encontrávamos. 
Sempre comemorávamos o Natal antes do dia 24, e houve uma noite, que enquanto as famílias estavam reunidas ao redor do pinheirinho, com a mesa decorada e farta, eu passeava sozinha com meus cachorros pela cidade.
Decidi que não comemoraria mais a noite de Natal antes da data certa e que, se fosse necessário, eu mesma assaria um peru e decoraria o bicho com fios de ovos (blérc) para comer sozinha. Faria pinheirinho, colocaria presentes ao pé da arvorezinha, para mim e brindaria com meus cuscos.
Mas não adianta, este ano vai ser a mesma coisa... Namorado morando há 50km de distância, vou passar o Natal com a minha família, e ele com a dele. Vai ser um saco, aquela mesmíssima coisa de amigo secreto entre seis pessoas, onde minha mãe sabe quem é o amigo secreto de todo mundo. Ninguém querendo tirar a minha avó peste como amiga secreta, pois passa a noite inteira com cara de “lâmpada” e dá uns presentes muito fajutos, e a noite terminando no máximo 1h. Até tentamos juntar as famílias (minha e do namorado), mas minha sogra queria incluir familiares que não estavam no pacote, então desistimos. Juntos, vamos comemorar dia 25, com um almoço só com as nossas famílias. 
Ele, todo querido, querendo me agradar, porque sabe que eu gosto de arvorezinhas, luzinhas, papai noeizinhos, etc, disse:
“-Amor, este ano vamos montar uma árvore do Natal, decorar a casa e o jardim com luzes e enfeites, do jeito que tu gostas.”
“-Desiste Fe, há três Natais atrás, o Barthô matou cinco papai noeizinhos de janela, o Checha comeu as bolinhas da árvore, e juntos, eles mijaram nos presentes. Sem falar que meu tio e meu pai deram um porre de champagne neles, e o Checha dormiu de pinto prá cima no sofá, roncando feito um porco. O Kako, lógico, passou o tempo todo rosnando...Vamos planejar nosso Ano Novo que é mais fácil.”

 Feliz Natal! Ho, ho, ho!

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Malú

Termino a noite desta quinta-feira, contando a história de Maria Luísa. Parte de sua história, claro, porque Maria Luísa é digna de um livro, escrito por alguém que escreva muito melhor do que eu.
Malú era ruiva, tinha cabelos longos e crespos, corpo cheio de curvas, aquelas que deixam os homens loucos e que, nós mulheres, sabemos exatamente como e quando usá-las. Casou com Gustavo, amigo de um amigo, que conheceu durante a faculdade. Gustavo formou-se com distinção em Engenharia Civil, enquanto ela, largou o curso para fazer Jornalismo.
Malú era inteligente, divertida, sarcástica. Não era muito intelectualizada, mas era esperta e aprendia tudo muito rápido. Tinha um pique digno de um cavalo de corrida e coitado de quem não a acompanhasse seu raciocínio e seu vai-e-vém. Ela gostava de m-o-v-i-m-e-n-t-o: adorava trabalhar, passear, viajar, dançar, cantar, e tantas outras coisas terminadas em “ar” ou “er”...
Gustavo, no mais alto estilo nerd, era um cara legal, boa pinta, boa gente, boa companhia, bom amigo, bom filho, bom marido e tantos outros adjetivos que o definem como bonzinho em alguma coisa. Adorava Malú e fazia tudo por ela.
Durante os nove anos em que estavam casados, não havia um dia que ele não tivesse feito as vontades de Malú e não tivesse sucumbido a um pedido seu.
Ela retribuía, sendo uma mulher “boa” em muitas coisas e assim, ele vivia feliz.
Malú intercalava seções de noticiário nacional e internacional com literatura dos mais diversos gêneros, para redigir suas matérias. Adorava os pocket books, práticos e gostosos de ler e na cabeceira de sua cama, estava “Delta de Vênus” de Anaïs Nin (escritora francesa, nascida em 1903 e bastante polêmica, pois escrevia com base em seus diários, recheados por suas experiências sexuais); já pela metade, devorado com gosto.
Sentada no pufe em frente ao espelho do quarto, toalha enrolada no corpo, Malú escovava o cabelo, preparando-se para dormir. Passavam da uma hora da madrugada de sábado, ela e Gustavo haviam recém chegado de uma janta com amigos, e ele, já estava dormindo.  Malú observava o sono tranqüilo de Gustavo, ele não roncava, não ressonava, não emitia um ruído. Era um homem tranqüilo e perfeito em seu sono profundo.
Ao contrário dela, que sonhava mil coisas durante a noite, rolava de um lado para o outro, roubava as cobertas dele e ria enquanto dormia.
Era feliz com Gustavo, pois ele era um marido perfeito. Não tinham filhos e em comum acordo não pretendiam ter, eram bem sucedidos em suas profissões, ganhavam o suficiente para viajar nas férias e ter uma vida razoável.
Mas faltava alguma coisa. Talvez faltasse um pouco de Anaïs Nin na vida de Maria Luísa.
- Gustavo ? Amor, tá acordado ?
Gustavo não se mexia.
- Amooo-ooor... – sussurrou baixinho.
Nada.
Então, abriu o guarda-roupa e tirou um vestido preto que adorava, aquele pretinho básico que todas nós temos, ou deveríamos ter dentro do armário, e que fica maravilhosamente bem em nosso corpo, dispensando qualquer acessório mais sofisticado. Scarpin preto, gargantilha de ouro branco com um ônix enorme como pingente, brincos combinando. Maquiagem leve, ressaltando os olhos, cabelos soltos.
Foi assim que Malú saiu de casa, dirigindo seu carro em direção à cidade vizinha.
Quando chegou ao local, pensou em Gustavo e em voltar para casa; mas quando viu a rua cheia de carros e os dois seguranças em frente à porta, estacionou.
Em seguida, um dos seguranças veio abrir a porta do carro e ajudou-a a sair, conduzindo-a até a entrada do prédio. Seu colega abriu a enorme porta de ferro preta para ela, levando-a até a recepção. Deixou-a lá, imóvel, diante da segunda porta, igualmente preta e exatamente igual à porta do sonho que havia tido há uns dias atrás.
Respirou fundo, ajeitou os cabelos e o vestido, empurrou a pesada porta e foi em direção a um pedacinho do mundo de Anaïs Nin.


quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Secretária Eletrônica

“Por favor, deixe seu recado”
Sinto falta de ti.
De sentir teu cheiro, quando tu entravas pela porta e fazia meu coração acelerar.
Sinto falta dos nossos códigos secretos, que nos ajudavam a sair à francesa, de situações difíceis e nos provocavam risadas intermináveis.
Sinto falta dos assuntos em comum, das mesmas paixões, do bate-papo à noite, depois do trabalho.
Sinto falta de deitar na cama e sentir no teu abraço, que eu estava segura, protegida de tudo. Seja lá o que este “tudo” significar.
Não é bem de ti que sinto falta. É de tudo isso que vivi contigo. Das coisas boas, logicamente, porque se não fossem as ruins, ainda estaríamos juntos. Sinto falta de...
“Piiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii”

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Louca Varrida

Puxei o teclado antigo do meu PC e conectei no note, para atender ao pedido de alguns amigos, que me cobraram que não escrevo mais aqui.
O teclado está meio esbranquiçado, cheio de pó, nem sei mais usá-lo direito; mas tive vontade de escrever e resolvi utilizá-lo.
Na verdade, tenho vontade de escrever há meses, mas me falta tempo, assunto, e tenho medo de escrever só por escrever, porque não quero decepcionar os amigos mais críticos e mais letrados. Acho que quando eu era solteira, tinha mais inspiração, mais histórias para contar e divertir todo mundo. A vida de solteiro é mais divertida, né ? Mais ilimitada. Tenho saudades, mas estou namorando uma pessoa muito especial, que me adora, me respeita e me aguenta, principalmente. Às vezes, eu falho com ele. É, sei lá, acho que foi tudo o que eu já vivi que me fez mais intolerante, menos dedicada, menos todas as coisas boas e mais todas as coisas ruins. Coitado. Mas juro que reconheço isso e dou o meu melhor.
Mas não é sobre isso que eu estou querendo escrever... Me deu vontade de falar daquele sentimento que a gente sente quando tem tudo, mas acha que está faltando algo.
É, é isso que estou sentindo.
Desejei um emprego onde eu ganhasse mais, pudesse trabalhar de casa, fazer os meus horários, e obviamente, ter expectativas profissionais. Consegui este emprego há um ano atrás.
Hoje, ganho e gasto mais, porque investi em um carro melhor, trabalho alguns dias de casa, passo mais tempo com meus cachorros, que amo, tenho liberdade para fazer manicure e depilação na hora que eu quiser, terminar o expediente quando eu decidir, tenho meu trabalho reconhecido por meus clientes, o maior volume de movimentação de embarques no escritório é meu (embora não estejam me pagando parte das comissões, mas isso é outro capitulo); mas falta algo.
Não sei, não me faça perguntas difíceis, não sei o que falta.
Talvez seja porque desde a minha contratação foi tudo meio confuso e perdi o encanto. Ou talvez seja o meu desejo de ser esposa de homem rico, que está cada vez mais aflorado... Não sei.
Já fiz um exercício que uma terapeuta me ensinou: "pensa no primeiro sentimento ou palavra que vier à tua cabeça para definir esta situação"; e PAIXÃO, foi a palavra que apareceu.
Eu sou movida à paixão, em tudo. E está faltando paixão no meu trabalho.
Na real, preciso estar encantada sempre. Se algo não me encanta, enjôo. Sou chata, eu sei, muito chata. Uma louca varrida, como um amigo acaba de me chamar no MSN.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Quem são os 54%??!!


Eleições 2010. Demoradaaaaaaa......
06 votos ao mesmo tempo: Dep. Estadual, Federal, Senador, Senador, Governador e Presidente.
Governo Estadual: Tarso, Fogaça e Yeda.
Não sei se só eu tenho esta sensação: quem são os 54% que votaram no Tarso e o elegeram em 1º. Turno??
A única amiga que me disse que votaria no Tarso é a Fabi-Bruxa e a Ka confidenciou seu voto em branco (sei que é um absurdo!!! mas convence a Ka disso!!!)
Com todas as outras que falei ninguém votou no Tarso. E aí quem é esse povo??!!
Putz, acho que desaprendi quem é o RS...
Sei não. Sei nada.
Infelizmente sei que quando se elege TIRIRICA com mais de 1 milhão e trezentos mil votos é que se percebe o quanto estamos descrentes.
Anete (colega de trabalho) me passou um mail com esta frase que resolvi copiar. Oportuna para o momento: "QUANDO ESCRITA EM CHINÊS, A PALAVRA CRISE ESTÁ COMPOSTA POR DOIS CARACTERES: UM REPRESENTA PERIGO. O OUTRO REPRESENTA OPORTUNIDADE!" (John Fritzgerald Kennedy)

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Quero comprar uma casa na praia

Hoje lembrei de um final de semana que passei em Garopaba, há anos atrás, com um ex-namorado, e quando conhecemos um senhor que nos fez pensar a respeito das coisas da vida.
Era um ex-gerente de um banco privado de Porto Alegre, que resolveu largar uma vida classe média alta na capital, para ter uma mini-pousada na praia da Gamboa, e paz de espírito. Ele nos contou que depois de muitas noites mal dormidas, que nunca pagaram o alto salário que ganhava, e uma conversa séria com a esposa; pediu demissão no banco, juntou as reservas que tinha e construiu quatro casas pequenas para aluguel, em um terreno quase na beira do mar.
Hoje lembrei dele, quando ele comentou que não trocava por nada no mundo, a vida tranqüila que levava.
Hoje lembrei dele, quando me perguntei por que raios a gente se estressa tanto e perde noites de sono por causa de coisas materiais.
Quem tem dinheiro, não dorme direito, porque se preocupa em não baixar o padrão de vida. Quem não tem dinheiro, não dorme direito, porque se preocupa em como irá pagar as contas.
Sempre me orgulhei de nunca ter me arrependido de nenhuma atitude tomada, mesmo as mais inconseqüentes; mas em função de uma série de acontecimentos nos últimos meses, tenho contestado fortemente, uma escolha que fiz. Tenho evitado sentir que estou arrependida, mas quando as coisas ruins se sobrepõe às boas, o sentimento de arrependimento chega e acaba sendo inevitável.
A saída é ir à luta e mudar tudo de novo. E nisso, eu sou expert.
Às vezes, me pego invejando as mulheres da época da minha mãe e da minha avó: mulheres que eram educadas para casar, ser sustentadas e protegidas pelos maridos. Aí, o leitor (se houver um) vai dizer: “Ah, mas eram mulheres submissas e dependentes, não tinham liberdade para agir e pensar.” Será que somos tão auto-suficientes, livres e independentes assim ? 

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Alguém me explica, por favor ?



Há uns dias atrás, uma amiga foi a um barzinho super badalado aqui de Porto Alegre. O NY ferve às terças e quintas, quando a faixa etária é acima dos trintas anos e bem interessante. Pois ela saiu em uma quinta-feira fria do inverno gaúcho. É muita vontade de sair, mas quando se está desacompanhada, vale tudo.
- Ka, tinha muito homem bonito, mas principalmente, mulheres bonitas. Lindas, bem arrumadas, elegantes, com cara de inteligentes. E tu acredita ? Todas sozinhas. Os caras passavam por elas, falavam aquelas bobagens no ouvido, mas atitude que era bom, não tomavam.

Uma outra amiga estava se relacionando com um cara bem legal, até alguns dias atrás. O lance prometia, o cara era inteligente, com uma profissão mega intelecto, cheio de atributos, sabia dançar, e... conversar. E não foi o primeiro com quem ela se relacionou nos últimos dois anos. Mas, como os outros, puuuuuf!, ele evaporou. E ela ali, se empenhando, fazendo terapia, tentando ser uma mocinha legal, querida, tolerante e cor-de-rosa. Até coisas que ela detestava, ela resolveu comer, só para tentar ser uma pessoa melhor.

Sinceramente, não entendo... Eu tinha uma teoria de que homem tem medo de mulher inteligente, independente e bonita. Mas sei lá, será que é isso mesmo ? Será que homem não tem medo dele próprio? Quer coisa melhor do que uma mulher independente e bem resolvida ? Não pega no pé, não liga a cada 5 minutos, respeita os momentos com amigos, com filhos, tem seu dinheiro, pode até fazer um mimo e pagar a conta do restaurante, mora sozinha, toma iniciativa para programas legais, estabelece prazos de validade para a convivência com a família, viaja, é objetiva, etc e tal...

Aliás, não será esse o nosso problema ? Ser objetiva e prática demais? Talvez ...
Ano passado viajei para Curitiba, onde fui visitar uns amigos e no aeroporto enquanto esperava ser chamada para embarcar, atrás de mim, dois amigos conversavam. Um reclamava para o outro que não agüentava mais a namorada, que ela ligava a cada meia hora, que pegava no pé e um horror de coisas a mais. O amigo, complacente e bom ouvinte, perguntou para ele, por que ele continuava com a guria, se não agüentava mais as atitudes sufocantes dela. Eu mesma, por pouco não virei para trás e sugeri a ele que terminasse o namoro.
Homens se sentem mais confortáveis em relações com mulheres inseguras, neuróticas e dependentes. Ah, não ? Estou errada ? Ok, eu sou flexível... Prove!

Nós, mulheres já tentamos várias explicações, mudamos as atitudes, a roupa, baixamos a voz, toleramos filhos de ex, suavizamos os movimentos, usamos cores mais claras, maquiagem mais leve, perfumes menos marcantes, saltos mais baixos, já bebemos cerveja ao invés de champagne para não inibir os muchachos nos barzinhos, mas de nada adiantou: eles não tomam a iniciativa. E continuam reclamando que não tem mulher legal para namorar no mercado...

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Alguém desliga a chuva, por favor ?

O incontestável descontentamento do ser humano

Manhã ensolarada e fria de julho, dois vizinhos conversam no portão de suas casas:
- E aí, vizinho ?
- Bom dia, vizinho... Tudo bem com o senhor ?
- Olha, fora o frio, tudo bem.
- É, ta frio mesmo... dizem que este ano teremos o inverno mais frio que o do ano passado.
- É verdade, ouvi isso no noticiário. Não suporto frio.
- Eu também não.

Tarde de sol poente em dezembro, dois vizinhos conversam no portão de suas casas:
- E aí, vizinho ? Tudo bem com o senhor ?
- Tudo vizinho, fora o calor insuportável, tudo bem.
- Bah, nem me fala, trabalhar na rua com este calor, é massacrante.
- É verdade. Ouvi no noticiário que esse verão vai ser de lascar, dos infernos, literalmente.
- É, também ouvi isso. Não suporto calor.
- Nem eu.

Vai entender....

terça-feira, 13 de julho de 2010

Quando o manual não acompanha...

Dentre tantos benefícios que a internet trouxe, tem um que eu acho especialmente útil: encontramos em menos de 5 minutos todo o tipo de manual de instruções.
Como não existe perfeição, há um manual inexistente na internet: o do "lanchinho" novo.
Melhor definir "lanchinho" antes de iniciar o assunto: "lanchinho" é a pessoa que escolhemos para compartilhar momentos prazeirosos. Ainda não é um namorado e ainda não contratamos o "buffet" do casamento.
Então chega o dia em que estamos frente a frente com o lanchinho novo. Pode ser um colega de aula ou do trabalho, alguém que conhecemos na noite ou na internet, não importa como nossos caminhos se cruzaram, os primeiros encontros serão sempre de reconhecimento do "campinho" (adoro diminutivos).
"É aí que eu me refiro" (ouvi isso numa propaganda)... os primeiros encontros são de suma importância, de forma que cada um deve ter em mãos o seu manual de instruções!!!
O "ter em mãos" é num plano abstrato, não significa entregar pro lanchinho "Como entender Rê-natinha em 100 lições" encadernado numa capa lilás com gliter, significa de cara mostrar para o "lanchinho" pelo menos cinco das suas regras básicas.
Todo mundo tem, pelo menos, 5 regras básicas! E porquê isso é importante??? Porque o lanchinho pode cometer um pecado mortal e colocar tudo por água abaixo.
Aconteceu comigo e vou contar: uma vez levei um "lanchinho" pro aniversário da minha prima, era um pagodinho pros amigos! Detalhe: o lanchinho ODIAVA pagode. Não era um odiava em letras minúsculas, era ODIAVA em caixa alta vermelho piscante. Depois da festinha, fomos ao Mc Donalds e no meio do meu Big Mac ele disse que nós não tínhamos muitas coisas em comum e que era melhor nós nos afastarmos, mas que eu era muito legal e merecia um integrante da "Inimigos da HP" ou do "Exaltasamba".
Se eu soubesse que para ele pandeiro e tantan eram pecados mortais nunca o teria convidado para o evento! Talvez, se eu tivesse recebido o manual, estivéssemos hoje casados, com filhos e ouvindo música nativista todos os dias!
Hoje em dia já não cometo o mesmo erro.
Já me apresento: me chamo Rê-natinha; não como mondongo, língua e moela; escovo os dentes tomando banho; escuto estações de rádio de notícias mais do que as que só tocam músicas; não gosto de guardar as roupas no armário; a tolha de banho tem que estar sempre seca; não mande em mim, convença-me com carinho; e, por fim, conversar resolve problemas, pois cara feia é fome!
Se manuais funcionam ou não, difícil responder, pois talvez a única coisa que seja determinante para uma relação feliz é o diálogo!
Mas o diálogo verdadeiro: eu penso assim, assado e fritado. E você, lanchinho?? O que você pensa? o que você quer? o que você deseja? O que diz o seu manual????

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Não vi a linha...


Onde é a linha divisória??? Linhas divisórias deveriam ser concretas, deveriam ter cor vermelho piscante ou uma sirene... de forma que quando ultrapassássemos, saberíamos que já estamos do outro lado...
Pois bem, no meu caso não teve linha em vermelho piscante, nem uma sirene que me avisasse, você é uma TIA!
Mas tia eu já sou, desde que Luise nasceu, há quase quatro anos.
Não, não é essa tia, é a TIA, uma outra que um dia chega a sua frente e toma conta do seu corpo, sem pedir licença, é claro!
Vou contar como encontrei com a TIA:
Almocei no Shopping, dia de semana, descendo a escada rolante um grupo de meninos, que não deveriam ter mais que 12 anos, estava alguns degraus acima...
Sabe aquelas coisas de guris que ficam se empurrando, foi assim, ficaram rindo e se empurrando enquanto a escada descia... Chegaram cada vez mais perto do meu degrau... E eu ali, em pé, esperando a escada chegar ao solo...
O empurra e empurra continua até que o menino que estava bem atrás de mim diz: "Ô meu, para de me empurrar, se tu quiser saber o telefone da TIA, é só pedir, mas não me empurra!"
Não tinha nenhuma outra pessoa na escada rolante... só eu e esses guris... me dei conta: "Tia?!?!?!?!? Que tia???? Só tem eu aqui!!!"
Tóin tóin tóin
TU ÉS A TIA!!!
Daí que me dei conta que tinha ultrapassado a linha... maldita linha imaginária... que nos mostra de supetão que a MINA virou TIA.